Dicas para reduzir a febre sem medicação

Os antitérmicos não devem ser desprezados, mas, em muitos casos, é possível reduzir a febre sem medicação.

O que é febre? Apenas uma reação natural do organismo, para combater qualquer agente agressor, seja ele um microrganismo, seja uma lesão de maior gravidade. Em muitos casos, no entanto, não é necessário recorrer à medicação para reduzir a febre – que nem sempre é a vilã da história. O corpo possui mecanismos para devolver o equilíbrio térmico.

Depois de alguns milhões de anos de evolução, a temperatura corporal dos órgãos internos dos seres humanos foi ajustada em 37°C, mas quando vírus ou bactérias os agridem, nós temos uma estratégia especial: elevar a temperatura em dois ou três graus, para dar combate eficaz à invasão.

Alguns fatores podem alterar para mais a temperatura do nosso corpo: exercício físico pesado (ou mesmo leve, para quem não está acostumado), comida em exagero (especialmente as muito condimentadas) e excesso de vestuário também provocam febre. Nestes casos, descanso e reposição de sais minerais, muita água fresca para desintoxicar o organismo e despir os agasalhos são suficientes para estancar a febre, água fresca para desintoxicar o organismo e despir os agasalhos são suficientes para estancar a febre.

Consenso?

A classe médica ainda não chegou a um consenso sobre os aspectos benéficos e maléficos da febre na proteção do organismo. Alguns pesquisadores afirmam que o aumento da temperatura pode acelerar reações imunológicas e enviar glóbulos brancos (nossas células de defesa) para a região invadida, desencadeando uma reação saudável.

Para outros estudiosos, no entanto, a principal função é servir de alerta de que algo não está indo bem em alguma parte do corpo, mas a febre, em si, não desencadeia uma reação de defesa de vulto. Desta forma, o melhor a ser feito é tomar providências para baixá-la, enquanto são investigados os motivos do problema de saúde.

Reduzir a febre sem medicação

A maior parte das pessoas se recupera de febres, mesmo quando provocadas por gripes e resfriados, sem necessidade de recorrer à farmácia. No entanto, quase todas as viroses apresentam outros sinais desagradáveis, como fraqueza muscular, dores de cabeça e nas articulações, perda de apetite e boca seca (sintoma de desidratação).

Este é o principal motivo para buscar a solução nos “frascos e comprimidos”: combater o mal-estar geral que caracteriza a febre. Com algumas dicas simples, porém, é possível passar longe deles.

A primeira providência para baixar a temperatura corporal é aplicar compressas frias no tronco e nos membros, o que pode ser feito com uma esponja, toalha umedecida ou bolsa térmica. Outra possibilidade é calçar meias úmidas por alguns instantes. Estas estratégias, contudo, podem causar frio e aumentar o desconforto. Se o paciente reclamar, suspenda imediatamente as operações.

Os principais motivos para o cansaço causado pela febre são: com o aumento de apenas 1°C, o consumo de energia se eleva em 12%; o mesmo “grau extra” determina 15 batimentos cardíacos a mais por minuto, fato comprovado por inúmeras pesquisas.

Portanto, durante o estado febril, é necessário alimentar-se bem, mas sem excessos (o processo digestório consome parte das reservas de energia). Dê preferência a pratos leves e coloridos, inclusive porque são mais palatáveis quando a boca está seca. O descanso é fundamental (mas não é preciso fazer repouso absoluto), para não aumentar ainda mais o consumo energético.

A refeição ideal consiste em arroz com vegetais frescos, ricos em vitaminas e minerais, e cubos de frango ou peixe cozidos, que são proteínas de fácil digestão. O prato pode ser substituído por um caldo de frango e legumes, com a inclusão, na receita, de pedaços desfiados da ave. A sobremesa pode incluir frutas em pedaços, mais apetitosos especialmente para as crianças.

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