Dicas para curar um terçol

Um terçol é uma inflamação na base dos cílios ou nas pálpebras. Veja como curar o mal.

Um terçol é uma espécie de furúnculo que se forma nas pálpebras, geralmente provocado por uma inflamação de algumas glândulas sebáceas, responsáveis pelo conteúdo gorduroso do filme lacrimal, onde ficam as raízes dos cílios.

Se ocorrer a obstrução da glândula, forma-se o calázio, tornando o abscesso endurecido e ressecado. Se o incômodo não vier acompanhado de outras intercorrências, é uma doença benigna, mas bastante dolorosa. Felizmente, com algumas dicas, é fácil curar um terçol rapidamente.

Também chamado de hordéolo externo, o terçol se forma quando os pacientes são expostos à ação de determinadas bactérias, especialmente os estafilocos. Se não forem tomadas algumas providências, o ciclo da doença dura entre sete e dez dias.

Sintomas e tratamento

Os principais sintomas são a rigidez, vermelhidão e dor no local atingido. O terçol tem o formato de uma grande espinha, quase sempre cheia de pus, e pode afetar também os cantos dos olhos. Depois de alguns dias depois da instalação do incômodo, surgem os chamados sintomas tardios: fotofobia (hipersensibilidade à luz), pruridos, lacrimejamento, desconforto ao piscar e uma espécie de estiramento da pele, provocando uma dessimetria entre os olhos.

As crianças, idosos, portadores de doenças metabólicas (como o diabetes), pessoas em tratamentos à base de corticoides e pacientes imunodeprimidos estão mais propensos a desenvolver o terçol e outras doenças causadas por estafilococos.

Terçóis e calázios drenam espontaneamente, mas, em alguns casos, a resposta do organismo pode demorar até duas semanas sem o auxílio de algumas dicas para curar as doenças. Oftalmologistas recomendam a aplicação de compressas de água morna quatro vezes ao dia, por 15 minutos cada uma.

Os pacientes que sofrem com terçóis crônicos ou que não involuem precisam procurar um especialista, que pode se decidir por uma extração cirúrgica, um procedimento ambulatorial. Apesar de “incensados” por muitas pessoas que sofrem com o problema, não há nenhuma comprovação científica da eficácia do uso de medicamentos corticosteroides e antibióticos.

Os medicamentos mais utilizados pelos oftalmologistas são as pomadas formuladas à base de prednisona ou terramicina, que devem ser aplicadas de quatro a seis vezes ao dia, depois da higienização do olho doente. Esta prescrição, no entanto, geralmente só é realizada quando o terçol dura mais de uma semana.

Outro mito bastante divulgado é que o terçol é contagioso. A transmissão pode realmente ocorrer, mas apenas nos casos de pessoas que partilham toalhas e outros utensílios pessoais. O fato mais comum, porém, é que o próprio paciente contagie o olho sadio, ao esfregar ou coçar a região.

Dicas iniciais

O terçol é uma infecção bacteriana. Por isto, o paciente não deve coçar, esfregar, nem tentar “espremer” o abscesso. Se o incômodo for muito intenso, é possível usar mechas de algodão esterilizado para realizar uma ligeira higienização da área.

Para desespero da vaidade feminina, a maquiagem deve ser suspensa durante o período ativo da inflamação (ao menos na região dos olhos). O uso de lentes de contato também é contraindicado, devido ao alto nível de transmissão para o olho saudável.

Os olhos estão diretamente relacionados aos sistemas sanguíneo e linfático: sangue e linfa circulam fartamente por eles. Desta forma, qualquer medicação tópica, tais como colírios e soluções de limpeza, podem ser transportados para outros órgãos e tecidos do corpo, provocando efeitos colaterais. A orientação médica é obrigatória na prescrição de qualquer medicamento.

Tratamentos naturais

Em casos de infecções de menor gravidade, como é o caso do terçol, o ideal é fugir da drogaria, salvo recomendação do especialista. A primeira dica de tratamento natural é a água morna. Ferva um litro de água, para eliminar possíveis germes, espere amornar e aplique no olho inflamado com um pano limpo ou mecha de algodão. Repita a operação por mais três vezes no dia; ela ajuda a drenar o pus.

O tanino presente nos chás verde e preto (e, em menor quantidade, também no chá branco) também é um auxiliar precioso no tratamento contra o terçol. Ele possui ação adstringente, cicatrizante e também ajuda na recomposição da pele. Basta umedecer o sachê com um pouco de água morna e aplicar sobre o abscesso por dez minutos, repetindo a operação até que a inflamação ceda.

O pepino também tem ação adstringente e refrescante, amenizando bastante as dores do terçol. Além disto, tem a facilidade da aplicação: basta cortar rodelas e aplicá-las na área afetada. O tomate também pode ser utilizado da mesma forma, especialmente para reduzir o incômodo provocado pela inflamação.

A combinação de camomila e alecrim alivia a dor e combate as bactérias. Ferva 50 gramas de flores de camomila e quatro talos de alecrim em um litro de água. Coe a infusão, espere esfriar (à temperatura ambiente) e aplique por dez minutos, três vezes ao dia, sobre o olho inflamado.

O chá puro de camomila também é útil, mas deve ser aplicado gelado. Prepare o chá como de costume, leve a bebida à geladeira e aplique sobre o olho afetado várias vezes ao dia, intercalando com compressas quentes (que podem ser apenas de água). Os sachês são de mais fácil preparo: podem ser acondicionados em formas de gelo com pouca água, levados ao congelador por alguns minutos e aplicados diretamente sobre a inflamação.

A salsa apresenta efeitos refrescantes e também ameniza a hipersensibilidade da pálpebra. Basta colocar algumas folhas da erva em uma xícara (chá) de água fervente, deixar repousar por alguns minutos e depois aplicar compressas até que a infusão esteja fria. O procedimento deve ser repetido de manhã e à noite.

A babosa apresenta diversas propriedades medicinais. Ainda não há comprovação por parte da ciência, mas diversos estudos estão sendo realizados com a “Aloe vera”. Retire uma folha junto à base da planta e, em seguida, corte no sentido longitudinal e esprema o gel interno, que deve ser aplicado de manhã e à noite, apenas por alguns segundos.

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