Você bebe a quantidade de água suficiente?

Ela é abundante é fundamental. Mas você bebe a quantidade de água suficiente?

Uma substância química bastante simples, formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. A água está presente em todo o universo e, na Terra, em que ocorre em três estados físicos – sólido, gasoso e líquido –, recobre cerca de três quartos da superfície.

A água possui uma série de características específicas e peculiares, como a dilatação anômala (o volume não aumenta entre 0°C e 4°C), o alto calor específico (baixas quantidades de calor para variações de temperatura) e a capacidade de dissolver um número imenso de outras substâncias. A presença da água permitiu o surgimento da vida e a preservação dos seres vivos nos oceanos, além da sua proliferação em terra firme. Mas você bebe a quantidade suficiente de água?

Água, dona da vida

O primeiro aspecto a ser considerado é que, sem água, nós literalmente morremos. O líquido deve ser ingerido o tempo todo e os sinais de carência são claros: começam com a boca seca, mas podem influenciar negativamente o peso corporal e até mesmo colocar a vida em risco.

Pessoas que exercem poucas atividades físicas devem ingerir dois litros diários de água (o equivalente a oito copos americanos), mas o Instituto Americano de Medicina (IOM) afirma que a quantidade deve ser maior: 2,7 litros para as mulheres e 3,9 litros para os homens.

Café, chá, sucos naturais, sopas de cor clara (desde que não sejam muito salgadas), verduras, legumes e frutas, como pepino e melão, contribuem para a nossa hidratação. O IOM estima que 20% da ingestão diária de alimentos são fornecidos pelos alimentos. Temperaturas elevadas, altitudes elevadas, alta umidade relativa do ar e prática de exercícios aumentam a nossa necessidade de água,

Os atletas e mesmo as pessoas com movimentação física relativamente leve (como uma caminhada de 20 minutos, em dias alternados) precisam elevar o consumo. Um esportista de alto rendimento deve ingerir entre quatro e cinco litros, especialmente durante os treinos.

Os sintomas da falta de água

Beber pouca água provoca danos em todos os sistemas metabólicos, da digestão à circulação sanguínea. Você pode saber que está ingerindo pouca água quando sente:

  • tonturas;
  • cãibras;
  • sonolência;
  • cansaço;
  • mudanças de humor;
  • irritação;
  • ansiedade;
  • dores leves de cabeça;
  • olheiras;
  • prisões de ventre;
  • enrugamento da pele.

Pode parecer incrível, mas a falta de água provoca retenção de líquidos, cujo principal sintoma é o inchaço abdominal. Este edema é causado pelo extravasamento de um líquido pobre em proteínas, que sai dos vasos sanguíneos e se acumula no tecido subcutâneo do ventre.

A água, absorvida pelo intestino grosso (a porção final do sistema digestório) é responsável pelo volume e consistência do bolo fecal, o popular cocô. Também é responsável pela condução dos alimentos, que se transformam em quimo no estômago e lentamente se tornam quilo entre o duodeno e o reto, onde são processadas as fibras e absorvidos os nutrientes (proteínas, gorduras, açúcares, sais minerais, vitaminas, aminoácidos, etc.).

A falta de água também é responsável por sintomas mais graves, que requerem urgência médica. São eles: febre, diarreias e vômitos, incapacidade de ingerir líquidos (!), baixa pressão arterial (acompanhada por aceleração dos batimentos cardíacos) e delírios. A falta de ingestão adequada de água também provoca efeitos danosos:

• aumento de açúcar na corrente sanguínea. O organismo precisa de água para quebrar as moléculas de glicose, frutose, sacarose, etc.;

• redução da velocidade do comportamento metabólico. Ao consumir pouca água, o organismo tem limitada a capacidade de eliminar toxinas. A ingestão de apenas 500 mililitros de água aumenta a taxa metabólica em até 30%;

• a desidratação aumenta a sensação de fome. O organismo “entende” a falta de água como carência de alimentos e sugere o consumo de alimentos;

• fadiga geral, circulação lenta e temperatura irregular.

No longo prazo, a privação da ingestão de água pode causar:

• choque hipovolêmico, ocasionado também por reduções drásticas e rápidas da oferta sanguínea;

• inchaço cerebral – um edema no cérebro, que determina a elevação da pressão intracraniana;

• lesões de calor;

• convulsões;

• falência muscular e morte.

Os problemas da falta de água no organismo continuam:

• envelhecimento precoce. A falta de água reduz a velocidade das atividades das enzimas. Como regra geral, a velocidade enzimática aumenta com a elevação da temperatura, mas, a partir de determinada temperatura, esta velocidade é bruscamente reduzida. Com isto, surge a fadiga e a falta de capacidade de regeneração do colágeno. Uma vez que nós somos compostos por 70% de água, todos os nossos órgãos se ressentem da falta do líquido;

• sobrepeso e obesidade. A água não tem, por si só, a capacidade de queimar calorias. No entanto, o consumo adequado proporciona sensação de saciedade, acelera o metabolismo e estimula a eliminação de toxinas e resíduos, cuja ausência é fundamental para equilibrar a circulação sanguínea, entre outros fatores;

• aumento do LDL. A desidratação provoca um excesso de líquido drenado no interior das células. A estratégia orgânica para impedir a perda deste líquido é aumentar o mau colesterol (LDL), para tornar o sangue mais consistente;

• controle da prisão de ventre. Durante o processo digestório, os resíduos da alimentação gradualmente se transformam em fezes. Para eliminá-las de forma eficiente, é necessário que elas estejam hidratadas, para evitar as constipações. A falta de água também provoca a redução dos sucos gástricos, favorecendo o surgimento de gastrites e úlceras;

• a água fortalece o sistema imunológico. A carência irrita as mucosas da laringe, brônquios e pulmões, facilitando a instalação de doenças respiratórias. Estas membranas são ligeiramente úmidas e a secura facilita a presença de agentes contaminantes;

• infecções da pele. Nosso organismo precisa de líquidos suficientes para produzir entre 500 e 700 mililitros de suor diariamente. Sem isto, acumulamos toxinas e resíduos que podem comprometer a saúde cutânea, provocando irritações, micoses, eczemas e alergias.

A frequência do xixi

A presença frequente da necessidade de urinar pode indicar problemas de saúde, mas a ida de seis a oito vezes ao banheiro é uma necessidade diária para o bem-estar. Idas mais frequentes podem indicar problemas de saúde.

A nictúria é a necessidade de urinar frequentemente durante a noite (a urina é ejetada em pequenas quantidades a cada vez). A polaciúria (ou polaquiúria) é a micção frequente, mas dentro dos limites da normalidade. O indivíduo vai frequentes vezes ao banheiro, mas urina em pequenas quantidades. A poliúria também é uma condição normal, resultante do consumo excessivo de água. Uma pessoa saudável urina entre seis e sete vezes por dia.

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